Caso 109- Masculino, 46 anos, epigastralgia, turvação visual, lesões vesículo-putulosas cotovelo E
Motivo da discussão:
1- Discutir as hipótese diagnósticas
Caso:
Masculino, 45 anos, morador de área interiorana da Região dos Lagos, procurou a emergência com lesões vesiculares e flictenas de conteúdo pustulosos no cotovelo esquerdo, associado a comprometimento dos movimentos articulares e febre alta dioturna. O quadro teve início 8 dias antes após ter passado uma tarde "mexendo no quintal" e dois dias depois procurou atendimento médico, sendo medicado com ceftriaxone. A foto da esquerda é a primeira. A da direita 7 dias depois do ceftriaxone.
Ao exame, não havia pontos de inoculação. Questionado sobre contato com animais peçonhentos negou ter visto algum, mas achava possível ter sido picado.
Que medidas você tomaria? Que exames solicitaria?
quinta-feira, 25 de outubro de 2018
terça-feira, 10 de outubro de 2017
Caso 108- Homem, 32 anos, em uso de TDF + 3TC + EFV desde 2014, osteopenia
Caso 108- Homem, 32 anos, em uso de TDF + 3TC + EFV desde 2014, osteopenia
Motivo da discussão:
1- Qual a conduta mais adequada para este paciente?
O paciente corre duas vezes
por semana e faz musculação 3 a 4 vezes/semana. Toma vitamina D regularmente. Última
dosagem e 25(OH) Vit D 50,6 ng/ml. Já orientado para dieta com 1000 mg de cálcio/dia.
Não tem disfunção erétil nem diminuição da libido.
Densitometria atual com osteopenia.
Você solicitaria troca do esquema ARV? Qual o esquema sugerido? Por que?
OBS: Este é o mesmo paciente do caso 97. Só para saberem como está ótimo, de lá para cá galgou algumas posições no emprego, está no terceiro ano da segunda faculdade, para a qual prestou outro vestibular, ganhou mais de 20 kg. Vocês podem dar uma olhada no caso.
Motivo da discussão:
1- Qual a conduta mais adequada para este paciente?
Paciente de, 32 anos, sabe
ser anti HIV+ desde nov 2008.
11/09/14 Genotipagem pré-tratamento
Subtipo B
Inibidores da protease- Mutação 10V
Outros polimorfismos: 17E, 35D, 60E, 63P
ITRN- sem mutações
ITRNN- polimorfismos 101R, 123E, 135T, 166R,
196E, 200I, 245Q
Início de TARV em 16/09/14, com TDF + 3TC + EFV. Nunca falhou.
04/09/14
Densitometria óssea de fêmur e coluna lombar – normal
Não tem disfunção erétil nem diminuição da libido.
Densitometria atual com osteopenia.
Você solicitaria troca do esquema ARV? Qual o esquema sugerido? Por que?
OBS: Este é o mesmo paciente do caso 97. Só para saberem como está ótimo, de lá para cá galgou algumas posições no emprego, está no terceiro ano da segunda faculdade, para a qual prestou outro vestibular, ganhou mais de 20 kg. Vocês podem dar uma olhada no caso.
quinta-feira, 21 de setembro de 2017
Caso 107-Mulher, HIV+, usuária de droga, grave situação sociocultural, passado de alergia grave à sulfa, falha virológica
Caso 107: Mulher, HIV+, usuária de droga, grave situação sociocultural, passado de alergia grave à sulfa, falha virológica
Motivo da discussão:
1) Questão sociocultural grave – Necessidade de uma
posologia simples, com número pequeno de comprimidos, para aumentar o sucesso
do resgate.
2) Transcriptase reversa muito comprometida.
3) Alergia à sulfa, inclusive com suspeita de S.
Johnson.
4) A história de alergia grave à sulfa poderia comprometer a segurança do uso de darunavir?
41 anos, mulher, negra, residente na área
metropolitana de São Paulo, com diagnóstico de HIV desde 2007. Comorbidade:
Déficit auditivo e prurigo nodular. Drogadicta, com condição social muito
desfavorável. Alérgica à sulfa, com relato de possível S. Johnson. Durante
muito tempo foi acompanhada sem prescrição de TARV, até que, por causa da
drogadição, abandonou o seguimento em 2009. Retomou o seguimento em 2014,
quando veio caquética, com tuberculose pulmonar e com herpes zóster com
infecção bacteriana secundária, que requereu abordagem cirúrgica (desbridamento
extenso), com reconstrução plástica. Ficou institucionalizada por um bom tempo,
até recuperar-se. Durante esse período, foi introduzida a TARV: 3TC + TDF +
EFV. Havendo melhora, voltou a viver em seu domicílio, mas com os mesmos
problemas sociais de sempre, porém sem faltar nas consultas e sempre relatando
o uso de ARVs.
|
Data
|
Contagem de linfócitos T-CD4+
(células/microlitro)
|
HIV-RNA (cópias/mL)
|
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21/11/2014
|
428
|
< 40
|
|
17/6/2015
|
565
|
857
|
|
24/8/2016
|
344
|
119.689
|
|
1/2/2017
|
373
|
62.469
|
No dia 15/2/2017, realizada genotipagem do HIV, que
revelou as seguintes mutações:
Transcriptase reversa: K65R, D67N, K103N, G190E,
K219E, H221H/Y
Protease: Nenhuma mutação de resistência maior.
Paciente até então em uso: 3TC + TDF + EFV,
dexclorfeniramina (prurigo nodular).
Que esquema você proporia? Por que?
terça-feira, 18 de julho de 2017
Caso 106- Osteopenia em adulto jovem HIV com menos de 2 anos de TARV
Caso 106- Osteopenia em adulto jovem, branco, Nat RJ, HIV com menos de 2 anos de TARV
Motivo da discussão- caso em tempo real.
1- Discutir as possíveis causas da osteopenia.
2- Discutir as intervenções possíveis.
Caso clínico
Masculino, 32 anos, soube estar infectado pelo HIV em agosto de 2015 e desde então faz uso de
TDF + 3TC + EFV
HPP: NDN
HFAM: pai diabetes tipo II. Avó materna hipertensa.
Exercícios: diariamente- corre 2 vezes por semana e faz musculação 5 vezes por semana.
Fumo: não
Bedidas: social 1 x mês.
Drogas: maconha raramente.
Atv. Sexual: HSH. Um parceiro há 7 anos.
Alt:1,67 Peso: 69 Kg IMC: 24,74 PA 110x70 FC 64 Exame físico sem alterações. Excelente massa muscular.
Primeira consulta com o médico atual em 08/05/2017, quando foram solicitados exames.
06/06/17
Hem 4480000 Hb 13,1 Ht 41,4 VGM 92,4 HGM 29,2 CHGM 31,6
Leuc 3400 0/1/0/0/54/36/9 Plaq 208000
HBAlc 5,2 G estimada 102,5 G 80
Creat 1,02 MDRD 85 CKDEPI 97 U 49
Tg 49 Col 173 HDL 25 LDL 134
25(OH) Vit D 42,5 Vit B12 308 ác úrico 4,4
Amilase 42 Lipase 36
BT 0,4 BD 0,1 FA 75 TGO 25 TGP 19 GGT 20
VDRL neg
RT_PCR HIV < 40 cp/ml
EAS D 1020 pH 6
Creat urina ao acaso 228 Microalbuminúrria 3,9 mcg/g
26/06/17 Bronstein
Densitometria óssea de fêmur e coluna lombar -
Coluna lombar - DMO igual 0,971 g/cm2. Valor correspondente a 80% (-2,1DP) da DMO esperada para um grupo padrão de adultos (20 a 40 anos) de idade da mesma raça , peso e sexo). A DMO adequada a indivíduos nosmrais da mesma faixa etária,sexo, etnia e peso corporal corresponde a 83% (-1,7DP).
Conclusão- baixa massa óssea lombar ((-2,1DP)
Fêmur: baixa massa óssea no colo femoral (-1,1 DP)
05/07/17
Ecocardiograma bidimensional com doppler
normal
Eco color doppler de carótidas e vertebrais - normal
11/07/17
Teste ergométrico- normal. Excelente aptidão física.
Qual(is) a(s) possível(is) causa(s) para a osteopenia?
Neste momento, qual seria a sua conduta?
Motivo da discussão- caso em tempo real.
1- Discutir as possíveis causas da osteopenia.
2- Discutir as intervenções possíveis.
Caso clínico
Masculino, 32 anos, soube estar infectado pelo HIV em agosto de 2015 e desde então faz uso de
TDF + 3TC + EFV
HPP: NDN
HFAM: pai diabetes tipo II. Avó materna hipertensa.
Exercícios: diariamente- corre 2 vezes por semana e faz musculação 5 vezes por semana.
Fumo: não
Bedidas: social 1 x mês.
Drogas: maconha raramente.
Atv. Sexual: HSH. Um parceiro há 7 anos.
Alt:1,67 Peso: 69 Kg IMC: 24,74 PA 110x70 FC 64 Exame físico sem alterações. Excelente massa muscular.
Primeira consulta com o médico atual em 08/05/2017, quando foram solicitados exames.
06/06/17
Hem 4480000 Hb 13,1 Ht 41,4 VGM 92,4 HGM 29,2 CHGM 31,6
Leuc 3400 0/1/0/0/54/36/9 Plaq 208000
HBAlc 5,2 G estimada 102,5 G 80
Creat 1,02 MDRD 85 CKDEPI 97 U 49
Tg 49 Col 173 HDL 25 LDL 134
25(OH) Vit D 42,5 Vit B12 308 ác úrico 4,4
Amilase 42 Lipase 36
BT 0,4 BD 0,1 FA 75 TGO 25 TGP 19 GGT 20
VDRL neg
RT_PCR HIV < 40 cp/ml
EAS D 1020 pH 6
Creat urina ao acaso 228 Microalbuminúrria 3,9 mcg/g
26/06/17 Bronstein
Densitometria óssea de fêmur e coluna lombar -
Coluna lombar - DMO igual 0,971 g/cm2. Valor correspondente a 80% (-2,1DP) da DMO esperada para um grupo padrão de adultos (20 a 40 anos) de idade da mesma raça , peso e sexo). A DMO adequada a indivíduos nosmrais da mesma faixa etária,sexo, etnia e peso corporal corresponde a 83% (-1,7DP).
Conclusão- baixa massa óssea lombar ((-2,1DP)
Fêmur: baixa massa óssea no colo femoral (-1,1 DP)
05/07/17
Ecocardiograma bidimensional com doppler
normal
Eco color doppler de carótidas e vertebrais - normal
11/07/17
Teste ergométrico- normal. Excelente aptidão física.
Qual(is) a(s) possível(is) causa(s) para a osteopenia?
Neste momento, qual seria a sua conduta?
sábado, 27 de maio de 2017
Caso 105- Candidose oral exuberante em HSH adulto jovem .
Caso 105 - Masculino, 27 anos, branco, natural
do RJ.
Motivo da discussão:
1- HSH, exposição sexual desprotegida, candidose oral exuberante, anti HIV neg. Quais as hipóteses diagnósticas?
2- VDRL positivo- que dose de penicilina Benzatina fazer? TRatar como sífilis primária, secund;aria recente ou secundária tardia?
3- Qual sua conduta no caso daqui por diante?
Paciente diabético tipo 1, em tratamento com insulina 3 IBA e regular, com queixas de início um mês antes do atendimento de prostração, icterícia e acolia fecal, sem febre. Trazia US abdominal que nào mostrava padrão obstrutivo, porém com hepatoesplenomegalia. Evoluiu com linfonodomegalias generaizadas, principalmente cervicais, diarréia, dor de garganta sem ulceras orais e lesões re rimas labiais, crostosas bilateralmente, além de lesões pustulosas evoluindo para ulceradas em região inguinal, bolsa escrotal e ânus.
Relatou exposião sexual desprotegida receptiva anal, sem ejaculação, com parceiro eventual mais ou mesnos 3 meses atrás, tendo inciado PEP com TDF + 3TC + ATV/r mais ou menos 72 horas após ocorrido e que não completou por intolerância.
História Familiar:
Pai com dislipidemia e HAS. Histórico de doença cardiovascular em praticamente toda a família paterna (HAS, AVE, aneurisma de aorta).Mãe obesa.
Exames feitos 4 dias antes desta consulta:
Motivo da discussão:
1- HSH, exposição sexual desprotegida, candidose oral exuberante, anti HIV neg. Quais as hipóteses diagnósticas?
2- VDRL positivo- que dose de penicilina Benzatina fazer? TRatar como sífilis primária, secund;aria recente ou secundária tardia?
3- Qual sua conduta no caso daqui por diante?
Paciente diabético tipo 1, em tratamento com insulina 3 IBA e regular, com queixas de início um mês antes do atendimento de prostração, icterícia e acolia fecal, sem febre. Trazia US abdominal que nào mostrava padrão obstrutivo, porém com hepatoesplenomegalia. Evoluiu com linfonodomegalias generaizadas, principalmente cervicais, diarréia, dor de garganta sem ulceras orais e lesões re rimas labiais, crostosas bilateralmente, além de lesões pustulosas evoluindo para ulceradas em região inguinal, bolsa escrotal e ânus.
Relatou exposião sexual desprotegida receptiva anal, sem ejaculação, com parceiro eventual mais ou mesnos 3 meses atrás, tendo inciado PEP com TDF + 3TC + ATV/r mais ou menos 72 horas após ocorrido e que não completou por intolerância.
História Familiar:
Pai com dislipidemia e HAS. Histórico de doença cardiovascular em praticamente toda a família paterna (HAS, AVE, aneurisma de aorta).Mãe obesa.
História da pessoa:
Tabagista de 10 cigarros/dia há 12 anos. Etilista aos finais de semana (7 – 9 latas de cerveja). Usuário de maconha diariamente, mas relata já ter feito uso de outras drogas no passado (cocaína, ecstasy, LSD).
Htc 37.6% Hb 12.7
Leuco 10.500 (0/1/0/0/2/71/17/9)
Plt 365.000
Ptn 6.4 Alb 3.5
AST 104 ALT 143 FA 1.593 GGT 954 BT 6.0
(BD 5.5)
EBV IgM
negativo; IgG positivo CMV IgM
negativo; IgG positivo Toxo IgM e IgG
negativos
Anti-HIV 1 e 2
negativo
HAV IgM e IgG
negativos
Anti-HCV negativo
HBsAg
negativo anti-HBc IgM e IgG
negativos HBeAg sem resultado anti-HBe negativo anti-HBs > 1000
VDRL 1:64 com
FTA-ABS IgG positivo,
Exame físico:
Estado geral
preservado, corado, hidratado, ictérico ++/4+, acianótico, eupneico, afebril.
- Cabeça e
pescoço: presença de candidose oral em todo o pilar faríngeo anterior. Lesões
crostosas em rimas labiais bilateralmente, sugestivas de HSV (Obs: o paciente
nega lesões prévias por herpes).
Gânglios
palpáveis em cadeias cervicais e inguinais de até 1cm de diâmetro, indolores,
móveis e de consistência elástica.
Paralisia
facial discreta de padrão central à direita, sem outros déficits focais.
- Pele:
xerodermia mais evidente em porção distal de mmii. Lesões micropapulares
difusas em dorso, sugestivas de foliculite (ou acne). Lesão hipercrômica de
aspecto residual justamamilar à direita, sem sinais de flutuação (furunculose
resolvida?). Ausência de rash maculo-papular
ou lesões palmo-plantares.
- Aparelho
respiratório e cardiovascular: sem alterações. PA 100 x 70 mmHg FC 90 bpm
- Abdome:
plano, peristáltico, indolor à palpação, sem massas palpáveis. Fígado palpável
a +/- 5 cm de RCD, indolor, bordo fino, com hepatimetria estimada em 15cm.
Traube timpânico, com ponta de baço palpável, também indolor.
-
Genitália/Ânus: pequena lesão ulcerada 0,5cm em glande, não dolorosa (cancro
sifilítico em cicatrização? HSV genital em cicatrização?). Ânus de difícil avaliação,
pela presença de pomada (paciente referindo dor à evacuação, com informação
incerta sobre a presença de saída de secreção). Presença de 2 lesões ulceradas
rasas com solução de continuidade (4cm e 2cm), dolorosas, em face interna de
coxa esquerda, sem sinais de infecção secundária.
Foi medicado com Penicilina Benzatina e solicitados outros exames.
sábado, 12 de março de 2016
Caso 104- Mulher, 34 anos, síndrome retroviral aguda em noveembro 2015, insuficiência renal aguda em Janeiro 2016.
Motivo da discussão:
Quais as possíveis razões da insuficiência renal desta paciente?
1- IRA pelo HIV?
2- IRA pelo TDF?
3- IRA por outro agente etiológico infeccioso?
Identificação:
Mulher, 34 anos, branca.
História da Doença Atual:
Paciente
previamente hígida, apresentando quadro clínico/epidemiológico compatível com
Síndrome Retroviral Aguda no final de novembro/2015 (febre, adenomegalia
cervical, cefaleia, náuseas). Realizou teste rápido anti-HIV 1 e 2 em
29.Nov.2015, com resultado reativo, confirmado posteriormente com WB em
30.Nov.2015 (gp160, gp120, gp41, p31,p24).
Iniciou TARV
em 07.Dez.2015 com esquema “3 em 1” (TDF/3TC/EFZ), com exames da ocasião
(pré-tratamento) mostrando: CD4+ 1.830 cel/mm³ (47%); CD8+ 904 cel/mm³ (23.2%);
Carga Viral (RT-PCR) com 2.573.564 cópias/ml (6.41 log). Função renal com Ur 27
e Cr 0.8 mg/dl. Não realizou Genotipagem pré-tratamento. Demais sorologias:
HBsAg neg, anti-HBc IgG neg, anti-HBs neg, anti-HCV neg, anti-HAV IgG neg, CMV
IgM neg/IgG+, VZV IgM neg/IgG+, HSV 1 e 2 IgG+, EBV IgM neg/IgG+, anti-HTLV 1 e
2 neg, Rubéola IgG+.
Evoluiu nas
primeiras 4 semanas de TARV com astenia progressiva, piora das
náuseas/hiporexia e sensação de “gosto de amônia na boca”, desenvolvendo quadro
de Insuficiência Renal Aguda (Ur 182, Cr 17.3 mg/dl em 06.Jan.2016),
necessitando ser hospitalizada para início de terapia dialítica à
Continuando o caso:
Continuando a dicussão
1-Qual(is) sua(s) hipótese(s) diagnóstica(s) para o quadro cutâneo?
2- que lesão histopatológica espera encontrar?
Continuando o caso - postado em 19/03/2016
O diagnóstico da dermatologista foi de Síndrome de Sweet para o quadro dermatológico.
Continuando o caso:
à A
TARV sofreu alguns ajustes no período:
11.Jan.2016: AZT + 3TC (sol. Oral) + EFZ à
doses corrigidas pelo ClCr
21.Jan.2016: Associado RAL ao esquema supracitado,
visando a redução mais rápida da CV, posto que o HIV poderia ser o agente
causal da IRA apresentada pela paciente. Os exames da ocasião (15.Jan.2016) já
mostravam redução satisfatória na CV (5.150 cp/ml – 3.71 log), porém com queda
acentuada na contagem de células CD4+ (261/mm³ - 17.5%)
02.Fev.2016
(alta hospitalar): DRV-r + RAL
(esquema seguro e potente, sem necessidade de ajuste de dose na Insuf. Renal).
Últimos exames de 29.Jan.2016 com CD4+ 291 cel/mm³ (21.1%) e CV 414 cp/ml (2.62
log) à Esquema atual!
à
Durante a internação – 07.Jan a 02.Fev.2016:
- Início em
10.Jan.2016 de lesões micropapulares em tronco, dorso e mmss, algumas esboçando
aspecto vesicular e outras confluentes (placas), associadas a picos febris de
38 – 38.5ºC. VDRL negativo. Chegou a receber 1 ou 2 doses de Aciclovir IV, que
foi suspenso após o parecer da Dermatologia. As lesões melhoraram e a
febre cedeu após curso de Prednisona 40mg/dia por 5 dias, seguido de
corticoterapia tópica.
- Apresentou
galactorreia, com exames da internação mostrando TSH 12 mcUi/ml e T4 livre 0.6 à Hipotireoidismo. Não disponho de
resultados de anti-TPO e anti-tireoglobulina, embora solicitados durante a
hospitalização. A paciente já se encontra em uso de Puran®T4 50mcg/dia e já
está em acompanhamento com a Endocrinologia.
-
Submetida a biopsia renal sem intercorrências em 18.Jan.2016 Continuando a dicussão
1-Qual(is) sua(s) hipótese(s) diagnóstica(s) para o quadro cutâneo?
2- que lesão histopatológica espera encontrar?
Continuando o caso - postado em 19/03/2016
O diagnóstico da dermatologista foi de Síndrome de Sweet para o quadro dermatológico.
BX renal
Quadro histopatológico
compatível com nefrite intersticial
aguda (NIA)+ lesões túbulo-degenerativas difusas e acentuadas, sugestivas de
comprometimento por processo infeccioso de etiologia viral.
Imunofluorescência negativa para a presença de imunodepósitos e fatores do
complemento; o Estudo Imuno-Histoquímico foi negativo para a presença de Polyomavirus (vírus BK). Após este
resultado, optamos pelo reinício da Prednisona 40mg/dia em 22.Jan.2016, que vem
em uso até o momento, já em processo de desmame pela Nefrologia.
- A paciente
evoluiu com melhora clínica progressiva e sem necessidade de hemodiálise desde
23.Jan.2016. Exames da alta hospitalar com Ur 131 e Cr 2.6 mg/dl. Repetiu
exames em 01.Mar.2016, com Ur 57 e Cr 1.14 mg/dl (Cockroft-Gault: 57.08 ml/min;
MDRD: 58 ml/min/1.73m²; CKD-EPI: 67 ml/min/1.73m²).
No entanto, a
partir de 29.Fev.2016, apresentou tumoração cervical dolorosa bilateral (Esq
> Dir), compatível com linfoadenomegalia. A paciente já apresentava um
linfonodo +/- 2cm em cadeia cervical à esquerda, próxima ao ângulo da
mandíbula, móvel, indolor e de consistência elástica, inicialmente atribuída à
ativação ganglionar pela Síndrome Retroviral Aguda. Possui PPD não reator
(SIC), realizado em 04.Dez.2015, quando ainda apresentava uma contagem de CD4+
1.830 cel/mm³ (47%) e não estava em uso de corticoterapia.
Realizou USG
cervical com Doppler em 01.Mar.2013, que mostrou linfonodomegalia cervical
anterior bilateral, mais evidente à esquerda, de textura discretamente
heterogênea (predominantemente hipoecogência), de limites parcialmente
definidos e contorno lobulado, com deslocamento das estruturas adjacentes,
associado a espessamento e hiperecogenicidade dos tecidos moles adjacentes, que
ao Doppler colorido, demonstra discreta vascularização periférica. A
possibilidade de linfonodomegalia com degeneração cística/necrótica e associada
a processo inflamatório/infeccioso em atividade deve ser considerada. Tireóide,
parótida e submandibulares sem alterações. Em comparação com USG cervical
prévia realizada em 16.Fev.2016, houve significativo aumento do linfonodo
localizado no nível II, à esquerda.
Realizou ainda
TC tórax/mediastino + TC abdome e pelve (sem contraste) em 02.Mar.2016, cujos
laudos estão pendentes. Programada biópsia ganglionar para o próximo dia
09.Mar.2016, sendo solicitado o envio do material para: Histopatológico,
Culturas para micobactérias e fungos, PCR para Mycobcterium tuberculosis e
inprint em lâminas para exame direto para fungos e Ziehl-Neelsen.
Veja a continuação do caso nos comentários de 11/04/2016
Veja a continuação do caso nos comentários de 11/04/2016
terça-feira, 15 de dezembro de 2015
Caso 103- mulher, renal crônica. Dificuldades no manejo de ARV.
Desculpem se andei um tempo sem poder postar casos, mas estou com tantas atividades que ficou difícil, mas este é para encerrar nosso ano e conto com a intensa participação de vocês nas discussões e envio de referências bibliográficas.
Motivo da discussão:
1- Avaliar as trocas de medicação ARV da paciente
2- Avaliar a causa da anemia que a paciente apresentou
3- Avaliar as possíveis causas da insuficiência renal e a indicação ou não de transplante.
4- Que esquema ARV proporia para ela neste momento?
Mulher, nascida em setembro de 1978, atendida pela primeira vez pelo atual médico em Janeiro 2013. Relatava que fazia hemodiálise há 6 meses e que soube ser infectada pelo HIV no mesmo dia que foi comunicada que tinha insuficiência renal. Vinha medicada com 3TC 150 mg/dia + Zidovudina 600 mg/dia + Efavirenz 600 mg/dia. Usava irregularmente o Efavirenz, que, por vees, tomava de manhã, às vezes a noite. Dizia que quando tomava o Efavirenz pela manhã se sentia melhor que a noite porque quando tomava a noite já que passava 3 dias da semana, o dia todo em hemodiálise e quando usava o Efavirenz a noite, não dormia bem. Vinha em uso também de eritropoietina 4000U 3 x semana, e noripurum 2 x semana, Atenolol 25 mg 2 x dia, Clonazepan 0,5 mg, amlodipino 10 mg.
Vinha em supressão viral, com CD4 acima de 350 e só o que foi feito foi ajustar a dose da lamivudina para a dose de pacientes em diálise, permitir o uso do EFV pela manhã, já que era este o horário mais agradável para a paciente e ela aderiu sem nenhum problema as mudanças.
Nunca havia sido submetida a Biópsia renal, de modo que até hoje não foi estabelecida a causa da insuficiência renal desta paciente, já que a história de hipertensão dela datava de apenas 2 anos, com picos episódicos e tratamento irregular.
HFam: um primo com rim poslicístico que faleceu por insuf renal e umi toa materna que faleceu por insuf renal- ambos com menos de 50 anos.
Hipertensão: mãe
Até hoje não recebeu uma explicação de porque só consideraram para ela transplante de rim de cadáver. Nunca lhe foi pedido doador familiar.
Por motivo de troca de plano de saúde, mudou de clínica de hemodiálise e nesta mudança, lhe suspenderam, tanto a eritropoietina quanto o ferro. Entrou em anemia grave, chegando a 16 de hematócrito e teve que ser internada para transfusão de hemácias. Atribuiram a anemia ao AZT e foi solicitada a troca. Também por causa da mudança de plano de saúde, foi vista por outro colega que alterou seu esquema para TDF + 3TC + EFV.
Um mês depois voltou ao médico anterior com queixas de mal estar geral, pele ressecada e descamativa. Já em uso de 8000U 3 x semana de eritropoietina e trazendo os seguintes exames:
02/06/14
Hem 2970000 Hb 9,9 Ht 30,7 HGM 33,3 VGM 103,4 CHGM 32,2
Leuc 5080 0,8/1,6/0/0/60,6/30,5/6,5 plaqa 253000
Col 213 Tg 98 HDL 64 LDL 129 G 91 HBAlc 4,6 U 61 Creat 6,84
ác úrico 3,7 TGO 15 TGP 9 FA 149 GGT 21 BT 0,14 BD 0,08
VDRL neg
Ca 7,9 P 3,5 TSH 2,6
PCR 0,51 25(OH) Vit D 22- NÃO ESTÁ USANDO A VIT D PRESCRITA PELO NEFROLOGISTA.
Amilase 204 Lipase 60
RT-PCR HIV <20 nbsp="" p="">CD4 520- 34% CD8 806- 52,7% CD4/CD8 0,6
EAS- D 1016 pH 7 Ptn > 5 G < 0,3 Leuc 12 pc
Creat amostra isolada de urina 1,24 g/l - feito antes da diálise
Qual seria a sua conduta.
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Motivo da discussão:
1- Avaliar as trocas de medicação ARV da paciente
2- Avaliar a causa da anemia que a paciente apresentou
3- Avaliar as possíveis causas da insuficiência renal e a indicação ou não de transplante.
4- Que esquema ARV proporia para ela neste momento?
Mulher, nascida em setembro de 1978, atendida pela primeira vez pelo atual médico em Janeiro 2013. Relatava que fazia hemodiálise há 6 meses e que soube ser infectada pelo HIV no mesmo dia que foi comunicada que tinha insuficiência renal. Vinha medicada com 3TC 150 mg/dia + Zidovudina 600 mg/dia + Efavirenz 600 mg/dia. Usava irregularmente o Efavirenz, que, por vees, tomava de manhã, às vezes a noite. Dizia que quando tomava o Efavirenz pela manhã se sentia melhor que a noite porque quando tomava a noite já que passava 3 dias da semana, o dia todo em hemodiálise e quando usava o Efavirenz a noite, não dormia bem. Vinha em uso também de eritropoietina 4000U 3 x semana, e noripurum 2 x semana, Atenolol 25 mg 2 x dia, Clonazepan 0,5 mg, amlodipino 10 mg.
Vinha em supressão viral, com CD4 acima de 350 e só o que foi feito foi ajustar a dose da lamivudina para a dose de pacientes em diálise, permitir o uso do EFV pela manhã, já que era este o horário mais agradável para a paciente e ela aderiu sem nenhum problema as mudanças.
Nunca havia sido submetida a Biópsia renal, de modo que até hoje não foi estabelecida a causa da insuficiência renal desta paciente, já que a história de hipertensão dela datava de apenas 2 anos, com picos episódicos e tratamento irregular.
HFam: um primo com rim poslicístico que faleceu por insuf renal e umi toa materna que faleceu por insuf renal- ambos com menos de 50 anos.
Hipertensão: mãe
Até hoje não recebeu uma explicação de porque só consideraram para ela transplante de rim de cadáver. Nunca lhe foi pedido doador familiar.
Por motivo de troca de plano de saúde, mudou de clínica de hemodiálise e nesta mudança, lhe suspenderam, tanto a eritropoietina quanto o ferro. Entrou em anemia grave, chegando a 16 de hematócrito e teve que ser internada para transfusão de hemácias. Atribuiram a anemia ao AZT e foi solicitada a troca. Também por causa da mudança de plano de saúde, foi vista por outro colega que alterou seu esquema para TDF + 3TC + EFV.
Um mês depois voltou ao médico anterior com queixas de mal estar geral, pele ressecada e descamativa. Já em uso de 8000U 3 x semana de eritropoietina e trazendo os seguintes exames:
02/06/14
Hem 2970000 Hb 9,9 Ht 30,7 HGM 33,3 VGM 103,4 CHGM 32,2
Leuc 5080 0,8/1,6/0/0/60,6/30,5/6,5 plaqa 253000
Col 213 Tg 98 HDL 64 LDL 129 G 91 HBAlc 4,6 U 61 Creat 6,84
ác úrico 3,7 TGO 15 TGP 9 FA 149 GGT 21 BT 0,14 BD 0,08
VDRL neg
Ca 7,9 P 3,5 TSH 2,6
PCR 0,51 25(OH) Vit D 22- NÃO ESTÁ USANDO A VIT D PRESCRITA PELO NEFROLOGISTA.
Amilase 204 Lipase 60
RT-PCR HIV <20 nbsp="" p="">CD4 520- 34% CD8 806- 52,7% CD4/CD8 0,6
EAS- D 1016 pH 7 Ptn > 5 G < 0,3 Leuc 12 pc
Creat amostra isolada de urina 1,24 g/l - feito antes da diálise
Qual seria a sua conduta.
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