Dividindo as dúvidas e os conhecimentos

Novidades no blog
Como não só médicos, mas outros profissionais de saúde estão envolvidos no tratamento dos pacientes portadores de HIV/AIDS, formalmente estão sendo convidados a participar das discussões, enviar casos e dúvidas. Para enviar um caso ou uma dúvida, clique no final de um caso, em comentário, mesmo que não seja diretamente relacionado a ele. Será visto pela adminstradora do blog e será publicado. Se não tiver uma identidade das listadas, publique como anônimo.

Ao publicar este blog minha intenção é criar uma rede de médicos que, por meio da discussão de casos clínicos, possam atender ainda melhor seus pacientes. As dúvidas também podem ser transformadas em situações hipotéticas sobre as quais poderemos debater. Todos os interessados são bem vindos.

30/05/10 Alteração nas postagens:
Ao criar o novo nome para o nosso blog, tive que passar todos os comentários do antigo para cá e por vezes errei, colei 2 vezes ou em lugar errado e tive que apagar. É por isso que está aparecendo que algumas postagens foram excluídas por mim. Pior: não consegui copiar os seguidores para este blog.
Desculpa, mas sou uma blogueira iniciante e errante.
Tânia

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segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Caso 66- masculino, 43 anos, falha imunológica em supressão virológica



Motivo da discussão:
1.      A que atribuir a queda de CD4 após anos de recuperação imunológica?
2.      Que medidas terapêuticas poderiam ser tomadas com o objetivo de tentar aumentar o CD4?

            Masculino, 43 anos, anti-HIV reator em JUL/1999, com critérios laboratoriais de SIDA já por ocasião do diagnóstico (CD4+ 69 cél/mm³ em NOV/1999). Anti-HIV não reator realizado em FEV/1999, quando apresentou Herpes Zoster. Nunca apresentou nenhuma doença definidora de SIDA.

Histórico de TARV:

·         15/DEZ/99: AZT + ddI + NVP à Início de TARV, com CD4+ 69/mm³ e CV 360.000 cp/ml; apresentou apenas uma CV < 80 cp/ml em MAI/00, seguida de 490 cp/ml em NOV/00 e 5.400 cp/ml em ABR/01.

·         05/JUL/01: d4T + 3TC + NFV à Troca por falha virológica (CD4+ 200/mm³ e CV 5.400 cp/ml); evoluiu com ótima resposta virológica após a troca do esquema, mantendo CV < limite mínimo desde então. As trocas subsequentes no esquema ARV se deram apenas por motivo de redução na toxicidade.

·         24/JUN/05: AZT/3TC + NFV à Paciente apresentando dislipidemia mista. Exames por ocasião da troca mostrando CD4+ 545/mm³ e CV < 80 cp/ml. Exames anteriores mostrando:


Data
CD4/CD8
CV cp/ml
Esquema ARV em uso/Observações
17/4/01
200 / 1086
5.400
Vinha em uso de AZT + ddI + NVP desde DEZ/99 à Trocado para d4T + 3TC + NFV em 05/JUL/01.
06/11/01
311 / 1308
1.200
d4T + 3TC + NFV
28/5/02
449 / 2000
-
d4T + 3TC + NFV
17/9/02
373 / 1722
< 80
d4T + 3TC + NFV
25/6/03
430 / 1422
-
d4T + 3TC + NFV
22/9/03
525 / 2000
< 80
d4T + 3TC + NFV
10/2/04
487 / 1759
< 80
d4T + 3TC + NFV
08/6/04
610 / 1452
< 80
d4T + 3TC + NFV
20/9/04
575 / 1728
< 80
d4T + 3TC + NFV
    16/5/05
545 / 1454
< 80
       d4T + 3TC + NFV à Esquema trocado para AZT/3TC + NFV em 24/JUN/05, por conta de dislipidemia mista.

A partir de JUN/05, quando o d4T foi substituído pelo AZT no esquema, o paciente começou a apresentar uma queda significativa na contagem de células CD4+. O Hemograma nunca mostrou sinais de toxicidade medular pelo AZT, com leucograma sempre na faixa de normalidade (4.000 – 10.000 leucócitos/mm³) e com percentual de linfócitos sempre acima de 30%.

Data
CD4 / CD8
CV cp/ml
TARV
Leucograma e % Linfócitos
05/09/05
426 / 
< 80
AZT/3TC/NFV
8.680/mm³ - 28% linfo (2.430/mm³)
06/12/05
223
230
AZT/3TC/NFV
7.680/mm³ - 36% linfo (2.764/mm³)
20/02/06
193
< 80
AZT/3TC/NFV
5.680/mm³ - 39% linfo (2.215/mm³)
18/04/06
142
< 80
AZT/3TC/NFV
6.940/mm³ - 39% linfo (2.706/mm³)


20/DEZ/07: TDF + 3TC + ATV-r à CD4+ 132 (6.9%) e CV < 400 cp/ml em OUT/07, pouco antes da troca de AZT por TDF. O paciente vem em uso deste esquema desde então, mas nenhuma melhora na contagem de células CD4+ foi observada. Por conta disso, teve de retornar o uso de SMZ-TMP profilático (3x/semana). Seus últimos exames de 06/SET/12 mostraram leucometria global de 7.400/mm³ (23% linfócitos – 1.702/mm³); CD4+ 129 cél/mm³ (7.6%) e CV < 40 cp/ml.

Este é um caso interessante, pois apesar do paciente já apresentar um dano imunológico significativo por ocasião de seu diagnóstico (CD4+ 69 cél/mm³ em 1999), ele ainda possuía uma ‘reserva histológica’ satisfatória, posto que após o início de TARV, seu CD4 chegou a 610 cél/mm³ em 2004. O problema todo, coincidentemente ou não, começou após a troca do d4T por AZT no esquema, quando então o CD4 começou a despencar. Mais curioso ainda foi o fato dos hemogramas seriados não mostrarem nenhum sinal de toxicidade medular em nenhuma das 3 linhagens sanguíneas (eritrócitos, leucócitos e plaquetas), o que poderia explicar uma possível mielotoxicidade pelo AZT, o que não foi o caso.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Caso 65- feminina, 52 anos, falha virológica


Motivo da discussão:

1- Como interpretar os resultados de Genotipagem para N(t)RTI, NNRTI e IP quanto ao melhor esquema de resgate, com base nas diferentes interpretações dos principais algoritmos utilizados (RENAGENO x STANFORD);
2- Discutir as possíveis interações entre NNRTI e IP e RAL e IP.


Caso Clínico:
                Suponha que você seja um Médico de Referência em Genotipagem (MRG) e tenha recebido um resultado de uma paciente do sexo feminino com 52 anos de idade, anti-HIV+ desde 1999 (sem resultado de nadir de CD4+ ou detalhes da história médica).

                Histórico de TARV:
- Jul/1999 a Mar/2003: AZT + ddI à mantendo CV elevada
- Mar/2003 a 2007: AZT + ddI + NFV
- 2007: AZT/3TC + TDF + LPV/r à Esquema Atual
Último CD4+: 504/mm³ (24.7%); Penúltimo: 401/mm³ (21.2%)
Última CV: 9.006 cp/ml (3.75 log); CV imediatamente anterior ao esquema atual: 8.398 cp/ml (3.92 log); CV mais baixa durante o esquema ARV atual: 132 cp/ml (2.12 log)
                Não há dados quanto ao uso de medicações concomitantes (anti-hipertensivos, hipoglicemiantes, hipolipemiantes etc).
                Como você orientaria o esquema ARV de resgate desta paciente? Considerando que sua CV atual é a mesma da pré-tratamento com o esquema vigente (possibilidade da paciente não estar tomando os ARV), você acha que neste momento valeria apenas reforçar e acompanhar a adesão, sem alterar a TARV em uso? Por quê?        

Postado agora, 23/09/12, a interpretação da resistência pelos algoritmos da Renageno e Stanford

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Caso 64- Homem, diabético, doença coronariana, falha virológica


Motivo da discussão:
Qual o melhor esquema antirretroviral de resgate para o caso, levando-se em consideração as comorbidades.

Primeiro Anti HIV + em Jan 2003
Jan 2003- TB ganglionar
Início TARV Jan/2003 AZT + 3TC + EFV
Diabético desde 1999
Tabagista: desde os 20 anos.
Uso de cocaína e maconha dos 27 aos 48 anos.
HPP: IAM 2002/ colocação de stent coronariano 2003
Comparecimento irregular as consultas médicas, tanto com o infectologista quanto com o cardiologista e endocrinologista. Sempre relatando usar regularmente a medicação.
Em supressão viral até março 2011. À seguir, deixou de fazer regularmente os exames e só em maio de 2005 fez outra rotina laboratorial.

23/05/12
HbAlc 6,8  G estimada 148  G 135  U 42  Creat 0,87
Col 142  HDL 27  LDL 90  Tg 124
TSH < 0,011  T4 livre 1,7
AntiTPO 65,7 ( até 34)
Anti tireoglobulina 11,7 (até 115)
25(OH) Vit D 27,4 ng/ml
CV HIV 4938 cópias/ml (3,69 log)
CD4 764/mm³- 32,9%   CD8 1247/mm³- - 53,7%
Microalbuminúria 19,60 mg/l
EAS D 1026  pH 6  Hem 9  Leuc 5

04/07/12
Genotipagem de HIV
Protease- sem mutações principais. Mutação secundária L10T
Mutações na TR D67N, M184V, T215T
NNRTI K103N , G190 A
Outros polimorfismos presentes.

Na última vez que foi avaliado pelo cardiologista este solicitou novo cateterismo cardíaco.




quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Caso 63_ Homem, elevado perfil de resistência do HIV aos ARV



1.      Momento ideal para resgate
2.       Intensificação
3.       Simplificação

          58 anos; sexo masculino, pardo, natural do Rio (RJ), viúvo, compositor gráfico, 2º grau completo.
          Início acompanhamento em 02/1994 - “gânglios no pescoço”.
          Primeiro anti HIV+ em 04/1992.
          Início AZT e profilaxia 1ária com SMZ+TMP.
          Passado Hepatite B, sífilis (tratada,) Herpes zoster.
          Pai falecido por CA de pulmão; mãe com “reumatismo”; filho falecido por leucemia; filha saudável; esposa falecida de pneumopatia (sem relação com HIV- SIC).
          Tabagista de 1 a 2 maços/dia por 10 anos; etilista de cerveja; passado de uso de cocaína inalatória; relacionamento homossexual há vários anos.
           02/1994 – Exame físico da entrada: linfadenopatia cervical, submandibular, supraclavicular, axilar e inguinal (± 1,5 cm); leucoplasia pilosa oral, eczema seborreico em face.
          PPD – 15 mm (pápula com centro necrótico).
          03/1994 – CD4 – 417 cél/mm3 (16%) .
          06/1994 – CD4 – 511 cél/mm3 (16%) .
          Suspenso AZT e SMZ + TMP.
          TB pulmonar em set/1994 - BAAR negativo e cultura positiva para BK.
          10/1994 – Início RHZ (9 meses).
          12/1994 - reinício TARV
          12/1994 a 06/1996 – ZDV
          06/1996 a 11/1997 – ZDV + DDI
          11/1997 a 03/2001 – ZDV + 3TC + IDV
          03/2001 a 08/2001 – DDI + D4T + EFV
          08/2002 – Sorologia reativa p/ HTLV confirmada.
          08/01 a 01/2004 – DDI + 3TC + IDV + RTV + EFV
          01/2004 – Genotipagem (1a) – Resistência às 3 classes (recusado em protocolo de pesquisa).
          01/2004 a 02/2006 – DDI + 3TC + TDF + LPV/r
          Sem opções de novas drogas para compor esquema.
          02/06 a 08/06 – DDI + TDF + 3TC + LPV/r + SQV
          08/06 a 09/2006 – TDF + 3TC + LPV/r + SQV
          09/2006 – Não autorizada nova Genotipagem.
          09/2006 a 05/2008 – TDF + 3TC + ATV + RTV
          11/2007 – Não conseguiu vaga em protocolo de pesquisa.
          04/2008 – Genotipagem (2a) – Resistência às 3 classes.
          05/08 a 04/2009 – 3TC + DRV + RTV + T20
          CD4 após este esquema foi de 176 cel/mm3 para 530 cél/mm3
          CV após este esquema foi de 28757 cópias/ml para 1907 e depois 400 cópias/ml, mas não atingiu indetectabilidade.
04/2008: Genotipagem: Vírus subtipo B
          ITRN: 41L 67N 69D 74I 118I 184V 208Y 210W 211K 215Y
          ITRNN: 179M 188L
          Outros polimorfismos na TR: 43N 123E 174K 189I 196E 203K 207E 223E 228H 242L 245E
3TC
ABC
AZT
AZT3TC
d4T
ddI
EFV
NVP
TDF
TDF+3TC
R
R
R
R
R
R
R
R
I
I
IP: 10I 13V 20I 33I/M 35D 36I 46L 54V 62V 63P 69Y 71V 73S 74E 82I 84V 89V 90M 93L
Outros polimorfismos na P: 11L 19P 22V/A 37N 70T 85V 91S
ATV
ATV/R
DRV
FPV
FPV/R
IDV
IDV/R
LPV
NFV
RTV
SQV
SQV/R
R
R
I
R
R
R
R
R
R
R
R
R

Fonte: aids.gov.br : Algoritmo brasileiro Interpretação Genotipagem HIV-1 resistenciav5.cgi ( interpretação da época.


Se fosse hoje ......
3TC
ABC
AZT
AZT+3TC
d4T
ddI
EFV
ETV
NVP
TDF
TDF+3TC
R
R
R
R
R
R
R
S
R
R
I
ATV/R
DRV/R
FPV/R
IDV/R
LPV/r
SQV/R
TPV/R

R
R
R
R
R
R
R

Fonte: aids.gov.br : Algoritmo brasileiro Interpretação Genotipagem HIV-1 Algoritmo_versao_12(05-2012)
Ø  04/2009 – Genotipagem (3a) – Resistência a todos os IPs, exceto intermediária ao DRV + RTV. Resistência a todos os ITRN e ITRNN.
Ø  04/2009 – Abandonou T20 (após 1 ano de uso).
Ø  04/2009 – Teste de tropismo – CCR5
Ø  07/2009 – Abandono da TARV.
11/2009 – Surto psicótico (esquizofrenia breve).
Ø  11/2009 a 03/2011 – TDF + 3TC + DRV + RTV
Ø  CD4 após a reintrodução do DRV + RTV  ficou estabilizado em torno de 400 cél/mm3 aguardando a liberação das outras drogas.
Ø  CV após a reintrodução do DRV + RTV  caiu de 140787 para 27890 e depois subiu para 60425 cópias/ml

O que você faria daí em diante?

terça-feira, 17 de julho de 2012

Caso 62- Mulher, 51 anos, falha virológica


Motivo da discussão:

1-      Qual o melhor esquema de resgate para a paciente?

Caso: 51 anos, anti HIV+ desde 1993, usuária de drogas ilícitas, hipotireoidismo sob controle com uso de levotiroxina.

Esquemas ARV:

17/10/96 AZT + ddI - falha

27/05/04 Biovir + EFV - falha

29/04/05 T20 + ATV+RTV+Biovir+TDF - falha

14/01/08 TDF + 3TC + LPV/r- falha

Genotipagens:
03/2005
TR - M41L/ D67DN/ M184V/ L210W/ L100 I/ K103 N/ R 211 K, T215Y, L74V
Protease- V82I/ L63T
09/2007

18/10/07 Genotipagem
T20 - V38A, S219N, L130V, E137K na HR2
Nenhuma mutação detectada para os demais ARV
  
Diversos abandonos de tratamento além de falhas de adesão. Por muito tempo não tolerava os comprimidos e apresentava vômitos frequentes. De 2008 até 2011 conseguiu aderir bem ao tratamento e esteve em supressão viral até maio/2011. Usuária de maconha diariamente, passou a usar álcool e cocaína com frequência, e ficou vários meses usando de forma completamente irregular os comprimidos.No mesmo de Maio de 2012 ingressou em um programa de narcóticos anônimos e voltou às consultas médicas.

Exames:
02/2012
CD4 307- ,14,9%   CD8 1064- 51,7%   CD4/CD8 0,288
RT-PCR HIV 103- 2,01 log
05/12
RT-PCR HIV 441cp (2,64log)
CD4 292- 14,5%   CD8 116- 55,4% 

Genotipagem:
TR: K14R, G17D, R57K/R, L63T, V82I.
K103K/N.
Protease:T39S/T, V60A/V, K122E/K, I135T, I142I/N, 
D177E, R211K, V245K/R.


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sexta-feira, 6 de julho de 2012

Caso 61- adolescente, 15 anos, falha virológica, má adesão


Motivos da discussão:
1- Compor esquema de resgate em adolescente em falha virológica?
2- Que medidas poderíamos sugerir para melhorar a adesão?

DN : 21/08/1996 - Masc. - 15 anos - P : 76 Kg - E : 168 cm.

Inicio tratamento em Agosto de 1998, com 1ano e 5meses. 
Infecções resp.de repetição + Otite Média Crônica supurada + diarreia crônica + dermatite crônica.
Inicio AZT + ddI . Manteve Carga Viral elevada .
Julho 2002 : CV : 131.000 e CD4 : 692( 18%). Iniciado ddI + d4T + NFV .
Má aderência. Problema social . Mantinha CV elevada.

Geno Dez 2003 ( Criesp ) :
TR : M41L  E44D  D67N  V118I  H208Y  T215Y  K219N
IP : L10V  D30N  E35D  M36I  L63P  A71V  N88D

Feito :  2004 : ddI + NVP + LPV/r. Esquema que mantém até hoje.
Aderência sempre ruim. A mãe trabalha e nunca consequiu controlar.
O CD4 se normalizou e até hoje está bem - último Jan/ 12 : 681/mm3  25%.
A CV desde 2007 vem abaixo de 1000 cp/ml , mas apenas uma vez estava indetectável.
Este ano subiu para 2000 cp/ml.
Clinicam/ bem.

Geno :
TR : L44D  67N  118I  208Y  210W  211K  214F  215Y  219N
       43N/K  44E  49R/K  60I  119S/P  123N  135T  136K/N  147H/N  162T/S  166Q/K  179I  202V  245M/V

IP : 10I  13V  20R  33F  35D  36I  46L  54V  60E  62V  63P  71V  82A  88D  90M
      18E  24F/L  37N  55R  57K  72V/I

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Caso 60- Homem 42 anos, cirurgia bariátrica.


Motivo da discussão:
1-      No pós-op de cirurgia bariátrica, qual a melhor maneira de programar a TARV do paciente no período que vai ficar sem poder ingerir comprimidos?
a.       Deixar só com a lamivudina líquida com o objetivo de manter o fitness viral reduzido?
b.      Substituir temporariamente o DRV/r por TPV/r líquido e deixar junto com a lamivudina líquida?
c.       Manter com lamivudina líquida e, assim que possível deglutit fazer DRV 150 mg (4 cp de 12/12h já que os comprimidos são menores) + RTV líquido + RAL + TDF.

Sexo masculino, 42 anos, em tratamento ARV desde 1997
Paciente em uso de TDF + 3TC + DRV/r + RAL em supressão viral sustentada, sempre CD4sempre >800. Obeso,intolerância a glicose, IMC 40,79.

Mutações presentes em genotipagens anteriores: 215Y, 41L, 184V, 210W, 67N, 118I, 103N, 32I, 84V, 46L, 54V, 82 A, 46L, 10I, 24I, 71V, 77I, 36I.

21/05/12 CD4 1094- 32,1%  CD8 1414- 41,5% 
RT-PCR HIV <20

Após inúmeras tentativas frustras de perda de peso, optamos pela cirurgia bariátrica em manga. Não há problema com os ARV que usa, todos absorvidos no duodeno.

O problema é que tem que ficar até 15 dias sem ingerir comprimidos. Qual a melhor maneira de compor o TARV?